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Diego Alves

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Ancestralidade | Conciência Negra

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Ancestralidade e Consciência Negra

Minha Jornada Pessoal e Profissional


    Minha história não começa apenas com meus estudos e trajetória profissional, mas com minhas raízes. Sou fruto de uma longa linhagem de homens e mulheres negros que, apesar de todas as adversidades, lutaram para conquistar espaço e dignidade. Minha ancestralidade é um pilar fundamental da minha identidade e é com ela que carrego uma profunda consciência de classe e consciência negra. Cada vitória que conquisto hoje é um reflexo da resistência e resiliência daqueles que vieram antes de mim.

    Como um homem negro oriundo de uma comunidade carente, enfrentei o racismo estrutural que permeia nossa sociedade desde muito jovem. Desde o ambiente escolar até o mercado de trabalho, os desafios foram imensos. Não se trata apenas de barreiras financeiras, mas de ter que lutar diariamente contra estigmas e preconceitos que tentam nos colocar em lugares de subordinação. No entanto, com força e determinação, superei essas barreiras e me formei em Direito, com um foco particular em questões de justiça social e racial.

    Minha graduação em Direito foi uma jornada intensa de estudos, na qual pude aprofundar-me nas questões legais que impactam diretamente a população negra e as classes marginalizadas. Trabalhei em projetos focados em direitos humanos, combatendo o racismo institucionalizado e lutando por igualdade de oportunidades. Através da educação, encontrei não só uma forma de resistência, mas também uma ferramenta poderosa de transformação social.

    Além disso, atuo como palestrante em diversos eventos, onde compartilho minha experiência e falo sobre a importância da consciência negra, dos desafios enfrentados pela população negra no Brasil e da necessidade urgente de uma mudança estrutural em nossa sociedade. Minhas palestras abordam desde a história da ancestralidade africana até os problemas enfrentados pela comunidade negra nos dias atuais, promovendo debates necessários e incentivando a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

    Essa jornada não é apenas minha; ela é coletiva. Cada passo que dou é também para aqueles que não tiveram a oportunidade de seguir em frente. Meu objetivo é continuar elevando minha voz e minhas ações, para que possamos, juntos, construir um futuro onde a cor da pele não defina as oportunidades, e sim o talento e a dedicação de cada indivíduo.

    Convido todos a refletirem sobre o nosso papel na luta pela equidade e a se juntarem a essa causa que é de todos nós. A consciência negra vai além de um movimento, é uma prática diária de resistência, amor-próprio e luta por um futuro melhor.

A Queima de Nossa História!

Diego Alves


    A Lei Áurea, oficialmente Lei n.º 3 353 de 13 de maio de 1888, foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil. Essa é a data documentada, no entanto, o processo já se perpetuava por alguns anos, como a Lei do Ventre Livre de 1871, que libertaria os filhos de escravos, e a Lei do Sexagenário de 1885, que libertava os escravos maiores de 60 anos. Na verdade, o mundo forçava tal ação no Brasil, em especial a Inglaterra, por meio da revolução industrial, que demandava consumidores. A manutenção da mão de obra escrava não viabilizaria o crescimento do capitalismo. Pois bem, veio a “liberdade” e os escravocratas começaram a pressionar o governo federal para que fossem indenizados pela liberação dos escravos, alegando perda de patrimônio e do lucro que poderiam ter mantido com a escravização dessas pessoas.

    Em 14 de dezembro de 1890, o ministro da Fazenda, Ruy Barbosa, assinou um despacho ordenando a destruição de documentos referentes à escravidão. O Estado de 19 de dezembro de 1890 publicou trechos da ordem, que pedia que os registros sobre servidão fossem enviados para a capital, onde se procederia à "queima e destruição imediata deles". Na ocasião, o ministro informou que a decisão seria para impedir que os escravagistas tivessem provas, que mais tarde poderiam ser utilizadas contra o governo para solicitar indenizações. Este teria sido o verdadeiro motivo que o fez tomar tal decisão.

    Mas para os jornais, o documento e os políticos, a escravidão era chamada de "instituição funestíssima que por tantos anos paralisou o desenvolvimento da sociedade e infeccionou-lhe a atmosfera moral". E diziam que a república era "obrigada a destruir esses vestígios por honra da pátria e em homenagem aos deveres de fraternidade e solidariedade para com a grande massa de cidadãos que a abolição do elemento servil entrara na comunhão brasileira".

Imagem estilo jornal

    Logo, naquele momento, se iniciava o silenciamento de um povo que já havia sofrido muito e ainda sofreria muito mais nos anos que se seguiriam, pois a senzala mudou de nome e passou a se chamar presídio. Nossa história de onde viemos, quem são nossos antepassados, aqueles guerreiros que foram tirados de suas tribos e escravizados neste país escravocrata, nunca saberemos. No dia 13 de maio de 1891, uma imensa fogueira foi feita, no Rio de Janeiro, em praça pública, para queimar todos os registros oriundos da escravidão no Brasil.

Diego Alves

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